Nos dias de hoje a busca da Inovação é um dos leitmotives dos que comunicam, dos que gerem, dos que produzem. A Concorrência, em todos os sectores, leva a que sejamos forçados a apresentarmo-nos como leaderes na Inovação se queremos estar presentes no Mercado, com durabilidade.
Inovar é, pois, acrescentar algo sempre de novo nos nossos novos produtos ou serviços, nas nossas novas reflexões, no nosso estar. Inovar pode estar relacionado com aspectos tecnológicos, com aspectos de marketing, ou com aspectos comportamentais, entre outros, pois a Inovação não se prende com este ou aquele aspecto somente.
Aliás, hoje, Inovar reflecte mais uma panóplia de modificações, num produto, num serviço, ou num comportamento, feitas com uma lógica integrada de componentes, do que a simples modificação pontual em uma das componentes.
Por isso optei por recordar uma das Componentes que se tem vindo a mostrar como crescentemente essencial na vertente turística.
A do reconhecimento do que fomos…
Alguma ideia de modernidade incentiva as Pessoas a preocuparem-se somente com o momento vivido, com o prazer do momento. É a bebida do momento, as sapatilhas do momento, a camisa do momento, o local de férias do momento, o livro do momento.
Tentam alguns, assim, amortecer as diferenças existentes no Planeta, entre Povos, Culturas, Formas de Viver.
Desta forma as cidades mostram-se cada vez mais iguais, as casas onde vivemos, no seu interior idem, e o mesmo sucede com a roupa, os alimentos, e o que pensamos.
Moderno é falar/pensar/cantar em Inglês, comprar em Chinês, viver à Europeu…
Esqueçamos esse Modelo por favor.
Trata-se de um Modelo que foi dominante entre os anos 60 e 90 do século XX e trata-se de um Modelo que está a falhar.
Hoje, cada vez mais, as Pessoas exigem que olhemos para o Passado e dele saibamos tirar as ilações para um Futuro que todos desejamos melhor, mas efectivamente Melhor – onde a poluição ambiental seja reduzida ao mínimo, onde a produção de bens e serviços se faça em beneficio de todos, produtores, vendedores e consumidores, sem degradação das condições naturais e sociais, onde respeitemos Valores, Regras, enfim respeitemos os Outros.
Se vou a Lisboa quero saber onde está a Lisboa do Marquês de Pombal, a Lisboa Afonsina, a Lisboa Judaico/Mourisca, a AfroIndu, etc., quero saber como viviam e o que nos deixaram enquanto herança patrimonial e cultural. Vou querer que me ensinem e bem o como era, o como se estava.
Essa é a Inovação do século XXI.
Parece uma atitude “passadista”, mas não o é.
Ela consolida estares, vivencias futuras, tomando como base aquilo que fomos, para sermos o que seremos mais conscientemente.
Ela impõe reflexões sobre Valores e sobre a sua evolução, a sua adaptação aos dias de amanhã.
Ela impõe o Respeito pelos outros e por nós.
Por isso, Inova, consolidando.
Joffre Justino
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