Até me custa a acreditar que no início dos anos 90, já a EPAR organizava seminários e workshops sobre a Tecnologias e Internet. Isto significa que já não sou aquele rapaz de 24 anos mas sim um homem com mais de 35 anos… (J) e que tem dificuldade de se adaptar ao estilo “pai de filhos” que dá lições de moral, sobre como antigamente as coisas eram melhores do que são actualmente. E de como eles, quando mais novos sabiam mais coisas, que eram mais criativos e que sabiam divertir-se melhor do que os Jovens actuais…. Úi, mal sabem eles “pai de filhos” que a pirâmide já não tem a forma de antigamente, e que ela é neste momento um conceito que se molda, que se ajusta e que vibra sem nunca se partir, numa criatividade inesgotável e inimaginável.
E mais, que a inversão da mesma, no conceito da pirâmide antiga, leva-nos a que os Jovens estejam, pela primeira vez na história da Humanidade, a ter mais experiências por metro quadrado, do que os mais velhos o tiveram alguma vez. E pergunta-se, porquê?! Porque o conceito experiência de “vida” também está em evolução constante… porque a vida já não é apenas um somatório das componentes física, intelectual e espiritual do ser humano, passou a ter também uma nova componente, a virtual, característica dos novos tempos da Revolução.
É mesmo incrível. Passaram-se mais de 18 anos desde que utilizávamos o mIRC para chat”earmos” uns aos outros… lembram-se? Quem se lembra tem certamente mais do que 30 anos sim senhor! Quem não se lembrar poderá ir ao Wikipedia… J
Estamos a perder capacidade de memória de disco do nosso intelecto, mas felizmente, estamos a adquirir em simultâneo mais memória RAM e virtual para o nosso desempenho e desenvolvimento. E isto obrigatoriamente trará consequências para as nossas vidas. Nem todas positivas certamente, no entanto cabe-nos a nós “pai de filhos” tentar compreender a Revolução que acontece todos os dias e orientar os Jovens, aprendendo com eles, como a pirâmide se molda, se ajusta e vibra sem se quebrar, pois este é um novo conceito, ao alcance apenas dos modestos “pai de filhos” . Dos que entendem o que se está a passar e que rapidamente se ajustam no seu papel de educadores.
Tem sido assim nos últimos 18 anos da minha vida, tenho vivido e passado por inúmeras experiências gratificantes, na formação, no ensino, na vida empresarial e nas amizades, e em tudo isso, parece que ganhei uma nova capacidade e competência, aliás, tomei consciência disso mesmo, da virtual”idade”, que me permite gozar com o “tempo” .
Ainda me lembro da cara céptica de alguns formandos, quando um dia referi numa sessão de formação, que um dia poderiam estar numa sala e através da Internet, com uma Webcam poderiam estar a conversar com outros familiares, algures no mundo, vendo-se reciprocamente. E quando disse, a Internet seria algo tão expressivo e global que mudaria a forma como comunicamos e desenvolvemos a nossa actividade comercial. Foi um gozo puro, sentir naqueles olhares, uma certa pena de estarem perante um formador, meio alucinado e que devia ver muitos filmes de ficção. Relembro isto com muita vontade de lá voltar e dizer-lhes… Cuidado “Pais de Filhos”. Eles “andem aí”. Quem?! A Revolução Silenciosa…
HFox

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